O dia se espatifa: Janeiro 2015

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A eloquência do coração

Quando crianças, aprendemos a desenhar corações e descobrimos que eles significam amor. Com o passar do tempo, aprendemos que quem manda mesmo é a cabeça, que o coração não faz nada além de pulsar. Mais tarde na vida, percebemos que, mesmo que a cabeça mande, é o coração que salta de emoção, aperta de tristeza, dispara de excitação. É o máximo esse tal de coração.

Durante a vida, tem aqueles momentos em que dizer alguma coisa é muito pouco. Quando vemos uma foto de um bebê encantador que acaba de nascer, quando sabemos de alguém querido que perdeu alguém amado, quando queremos dizer que entendemos a dor/a alegria/a ansiedade de uma pessoa importante para nós e que a cercamos de carinho embora não saibamos muito bem como expressar em palavras.

Não, eu não sou adepta do coração com as mãozinhas unidas. Acho brega. Me julguem. Mas, no texto digital, ainda estão por inventar símbolo mais eloquente do que a sucessão do sinal de menor com o número 3. 

<3

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Viva o Papa Francisco! Pelo fim das igrejas!

Outro dia um amigo criticou o fato de o papa Francisco ser incensado por dizer apenas o óbvio. De fato, ele diz apenas o óbvio ululante do humanismo. Mas aí que tá a beleza da coisa. Quem foi criado na Igreja Católica como eu, em que as "catequistas" muitas vezes usavam frases como "porque é assim", "porque o divino espírito santo quis assim" ou "são os desígnios de deus" para explicar os questionamentos infantis, sabe o valor que é ter um sumo pontífice (que eu sempre achei que tivesse alguma coisa a ver com suco) que fale a nossa língua, que diga... o óbvio. 

Num mundo ideal, os papas Franciscos de cada religião destruiriam as tradições de suas instituições e as migrariam para uma filosofia de solidariedade ecumênica, em que todas as crenças fossem respeitadas igualmente (inclusive as não-crenças), e apenas uma lei seguisse valendo, com uma redação mais ampla: ama ao próximo como a ti mesmo e ao universo sobre todas as coisas.