O dia se espatifa: Julho 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Jogo de se espatifar, sapatilha com chulé e mais buscas que trouxeramgente até aqui

Mais de dois meses se passaram, e chega o momento de fazer um novo levantamento das buscas que trouxeram internautas (incautos ou não) até este humilde. Vamos às respostas da vez.

samantha gailey depoimento completo em português - não tem aqui. mas já que puxaram o assunto, eu gostei de o polanski ter sido libertado. #prontofalei
como fico sabendo se uma pessoa É cadastrada - onde? independentemente... não sei.
jornalista rbs colorada gaucha - presente! embora eu ache que tenha muitas outras qualidades e defeitos que me identifiquem além desses.
frases sobre educação - oi? tentando colar para um trabalho de pedagogia ou é impressão minha?
sapatilha de plastico popular - bá, não recomendo. deve dar muito chulé.
frases de implicancia a homem - tenho muitas. mas procuro reservá-las aos dias de TPM.
arquivo by cobaia - oi?
dave eggers histórias curtíssimas - tem isso é? não li. dele, recomendo fortemente Uma comovente história de espantoso talento, sobre o qual ainda escreverei um dia.
praticando o desapego - sempre. infelizmente, nem sempre com sucesso.
como fazer uma melissa dar de si? - pedindo com jeitinho, de repente?
como tirar chulé sapatilha - jogando ela no lixo e comprando uma nova?
carnaval iscala rio - não intendi a pergunta
jogo de se espatifar - não conheço. mas não me convida pra jogar, por favor... #medo
Felicidade é quando o último canapé da bandeja sobra para você. - Bem disse o Luis Fernando Verissimo na crônica pra qual eu dei link aqui
denise fraga penelope cruz - sim, sim, também acho iguais. cansei de dizer.
cronicas sempre feliz com voçe - com voçê, eu não çei...
home lenoxx ht 718 reclamação - pra mim não reclamaram, não
+denise+fraga+penelope+cruz - idênticas!
eu não quero mais blog - então termina com ele, ora!
frases implicantes - tenho muitas. confere na categoria "implicâncias implicantes"
como ganham os vendedores de emprestimos - enganando os coitados que tiram os empréstimos.
menino do pijama listrado corby - lindo livro! não vi o filme.
música bonita - uma só?
não quero ter razão quero ser feliz - bem o disse o maior poeta brasileiro vivo: ferreira gullar
idéias de tweets - vai inventar os teus!
como fazer buscas no google - acesse www.google.com e digite a busca no campo de busca :-)
arquitetura da felicidade 500 dias com ela - sim, escrevi sobre os dois aqui
aste la vista baby significado - hahahaha. de novo?
calçados de plastico dão chulé??? - que que tu acha? (melissa não dá, incrivelmente...)
terapia x criatividade - parece que a terapia ganhou a partida. triste, mas é a realidade.

Da (falta de) etiqueta nos novos tempos

Atire a primeira pedra o vendedor que, num dia mal humorado, não tenha pensado que seu trabalho seria muito mais fácil se não fossem os compradores, ou o psiquiatra que nunca tenha desejado - ainda que por um instante - o extermínio de todos os pacientes da face da terra. E não vou ser hipócrita de dizer que jornalista também não pensa de vez em quando que a vida seria mais simples se não fosse o leitor/telespectador/ouvinte/internauta e que professor não sonha um dia ter uma sala de aula sem alunos, só para variar.



Essa injustiça absoluta contra a figura genérica do cliente  - de qualquer tipo que seja - se deve, evidentemente, aos maus clientes. Aos malas, mal educados, prepotentes, obtusos, arrogantes e, em maior número e grau, os sem noção. Ninguém mais discute que ouvir o que o cliente tem a dizer e agir em relação a isso precisa ser o objetivo primeiro de qualquer profissional em qualquer área. Mas o trabalho de todos seria muito mais tranquilo se os clientes também atentassem para regras básicas de civilidade.



Toda essa introdução é porque ontem, em dado momento do show do Jorge Drexler, eu pensei que ele talvez tenha esperado - por um milésimo de segundo que fosse - que parte da plateia que lotava o teatro do Bourbon Country evaporasse. O músico uruguaio é um fofo que desde sempre estimula o diálogo com o público ao longo de suas apresentações. Só que essa demonstração de sintonia com o "mundo 2.0" acaba o transformando em alguns instantes numa vítima daquelas criaturas que (1) parecem nunca ter ido a um show em teatro na vida, (2) vão a um espetáculo com a intenção de aparecer mais que o artista e/ou (3) nunca levaram uma palmada pedagógica quando necessário.



Como ontem não dava para identificar as criaturas e muito menos dar essas dicas a elas pessoalmente, preparei uma singela listinha de coisas que podem parecer rabugice, mas, na boa, são apenas regras básicas de convivência humana aplicadas a um espetáculo realizado em teatro com lugares marcados:




  • Vocês que ficaram pedindo músicas: o show é num teatro, não num bar, certo? Não peça músicas. Ao menos não insistentemente. Os artistas planejaram e ensaiaram o espetáculo para funcionar de uma certa forma. É chato!

  • Vocês que ficaram gritando "lindo" ao final de cada música: existe um limite para quantos gritos de "lindo!" e "gostoso!" e outras demonstrações de devoção feminina. Quando os berros atrapalham que se ouça as músicas, é porque o limite foi ultrapassado. Amigas, quem estava ali para ser visto e ouvido era o artista, não vocês, valeu?

  • Vocês que ficaram fazendo piadas "internas" com o artista: não tem graça. Ou só eu notei o constrangimento do coitado tentando "mudar de assunto"?

  • Vocês que ficaram filmando o show: eu me pergunto, pra quê? Pra que pagar o ingresso? Só pra postar um vídeo escuro com som péssimo no YouTube e mostrar pros amigos como vão a eventos e são descolados? O show estava bem bacana, mas acho que vocês não chegaram a ver ainda, né?

  • Vocês que ficaram tirando fotos com flash: devem ter ficado bacanas as imagens chapadas pelo flash das cabeças dos coitados da frente, hein? Além do mais, atrapalha.



Toda vez que vou a shows em teatros, vejo essas coisas acontecerem. E toda vez eu me incomodo com isso. Um amigo disse ontem que não tem mais volta, que são os novos tempos, e meio que me olhou como se eu fosse uma chata careta que desrespeita o direito dos outros de me desrespeitarem. Mas, puxa vida, será que os novos tempos estão mesmo fadados a serem um tempo em que desrespeitar o espaço dos outros é algo aceitável. Ou pior: um tempo em que indignar-se com essa deseducação é visto como intolerância e falta de capacidade de adaptação ao novo? Ainda mais considerando que, pelo menos por ora, essas criaturas felizmente são minoria.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Reciclar é preciso? Ou de quando tweets iam para o blog

Num momento insone, me dou conta de que este blog, ou seu primeiro antepassado, vá lá, tem mais de seis anos de existência. Funçando nos arquivos de cinco anos atrás, encontros dois pré-tweets que achei bacaninhas.



Máxima gramatical
Crase é como vírgula: melhor faltar do que sobrar. 
(Numa tentativa de fazer os colegas compartilharem da minha compreensão empírica da língua portuguesa.)



Máxima musical
Beatles é como Chico: a gente sabe que é bom, mas sempre que ouve se dá conta de que, POR*A, É BOM PRA CA*ALHO!

tom cruise + cameron diaz = eu ri

O roteiro é fraco e cheio de furos. As interpretações, canastras. Os diálogos, pra lá de clichês. E o Tom Cruise, bem, o Tom Cruise é o Tom Cruise - o que quer que isso signifique para o querido leitor. Mas, vai por mim, esquece a cientologia e toda a maluquice que a criatura faz com a pobre Suri (a começar pelo nome, por Deus) e te atira no Knight and Day - ou Encontro Explosivo, como queiram. Eu ri.



Acabo de voltar do cinema, onde caí de pára-quedas, sem saber xongas sobre o filme (não leio resenhas antes de ver ou ler blablabá, vocês conhecem a doida) escolhendo pelo horário e o espírito de "preciso me desligar do mundo".











O casal Tom Cruise e Cameron Diaz parece ter se divertido fazendo o filme, e a gente se diverte vendo aquele monte de cena "se é possível" emendada uma na outra. A Cameron? Eu ADORO que ela seja linda mesmo com acne e pareça ter os 37 anos que tem. E, cá entre nós, meninas, o Tom Cruise da tela em certos momentos lembra o bonitinho divertidíssimo de Negócio Arriscado. Parece até saber rir de si mesmo.









quinta-feira, 1 de julho de 2010

Do blog, do abandono do blog e uma rápida autoanálise

Eu poderia botar a culpa no Twitter. Ou na falta de tempo. Ou na falta de coisas interessantes a dizer. Mas a verdade é que nenhum dos três motivos - ou quaisquer outros que eu possa inventar - bastam para explicar por que o número de posts neste humilde tenha caído vertiginosamente desde o surgimento da sua primeira versão, em dezembro de 2003.



A verdade é que meu superego anda mais saidinho do que de costume. E eu me pego pensando duas ou mais vezes antes de abrir a caixa de post. Antes não me incomodava tanto ocupar pixels e banda com minhas banalidades, mas, ultimamente, incomoda. Será o fato de eu já estar mais para os 40 do que para os 30?



Esta semana participei do Gauchão de Literatura, "apitando" uma disputa entre dois livros de contos de escritores gaúchos. Nos comentários, críticas ao tamanho (pequeno) e à profundidade (rasa) da minha análise. Cheguei a cogitar de me explicar, de argumentar que escrevi o que me foi pedido e que não me arvoro especialista em literatura, apesar de ser leitora compulsiva, mas desisti. Qual o sentido de tentar convencer alguém de algo que ele já decidiu que não quer ser convencido? Daí que resolvi tratar do assunto aqui, nos meus domínios, com a profundidade que me dá na telha (rasa).



"Se beber, não tuíte", diz o já popular ditado. E eu acrescento: "se estiver com sono, não poste". Mas, quer saber? Se eu não estivesse com sono e com vontade de abrir o coração neste instante em que digito, este pobre blog seguiria abandonado. Apelemos então a mais uma máxima, para que eu volte, enfim, a postar, independentemente do que os outros vão pensar: "se não gostou, não leia".