O dia se espatifa: Janeiro 2009

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Telefonicabilidade

Daí a pessoa recebe uma ligação da Brasil Telecom oferecendo o mesmo serviço da GVT por quase a metade do valor e pensa que a tal da portabilidade pode ser mais do que apenas uma palavra medonha inventada por marqueteiros que ADORAM uma palavra terminada em bilidade. A pessoa aceita a proposta, porque, realmente, vale muito a pena.

Alguns dias depois, a GVT liga e faz uma contraproposta. Mais vantajosa. A pessoa pergunta se não vai dar problema e a moça da GVT diz que não, que basta ligar para a Brasil Telecom e pedir o cancelamento da portabilidade. A pessoa aceita - se perguntando como alguém pode não gostar do livre mercado -, e guarda o número do protocolo de atendimento para ter garantia. Imediatamente, liga para a Brasil Telecom, anota o número do protocolo que é dado no começo do atendimento.

O atendente da Brasil Telecom diz que não é a Brasil Telecom quem cancela a portabilidade, mas a GVT. A pessoa começa a se irritar um pouco e liga para a GVT, cujo atendente garante que não precisa, que está tudo OK. A pessoa esquece de anotar o protocolo de atendimento e o nome do atendente. Com um monte de coisa acontecendo na vida dela, considera que é melhor deixar as coisas como estão e imagina que se ficar parada tudo vai acabar dando certo.

Alguns dias depois, o telefone da pessoa deixa de funcionar. A GVT - depois de 5 ligações que caem automaticamente depois de 5 minutos ouvindo uma musiquinha dos infernos - informa que a portabilidade foi feita, e que a linha não pertence mais à GVT. Daí a pessoa liga para a Brasil Telecom para entender o que pode estar acontecendo e ver se, pelo menos, a linha está com eles e ainda vinculada ao seu nome, mas não consegue saber. Porque o sistema da Brasil Telecom está em manutenção parcial desde as 22h de ontem, com previsão para voltar daqui a uma hora. Desde as 22h de ontem.

Justiça seja feita, todas as pessoas que atenderam a pessoa foram educadas e não falaram nenhum gerúndio. Também demonstraram muita boa vontade para ajudar. Só que a pessoa agora não sabe se vai conseguir manter o número antigo nem sabe quando vai conseguir saber, porque recebeu informações desencontradas e o tal do sistema não volta nunca ao ar. 

E então a pessoa pensa que portabilidade não passa de uma palavra ridícula.

*

Update às 18h20: e o sistema da Brasil Telecom segue indisponível.


Postado por Cássia Zanon

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Meu carro tem rádio antifurto, e o teu?

A pessoa aqui liga para a revenda, faz algumas perguntas sobre o carro em que está interessada e descobre mais um maravilhoso eufemismo.

- Tem rádio, o carro?

- Tem sim, um rádio antifurto.

- Antifurto, é? Mas na foto na internet parece um rádio tão vagabundinho.

- (Risadinha meio sem graça.) É que a gente chama antifurto porque ele praticamente não tem valor de mercado.


Postado por Cássia Zanon

sábado, 24 de janeiro de 2009

Questão de perspectiva

"Gente, não dá pra ver o meu pé!" O espanto quase cômico da Roberta - niteroiense da gema, acostumada com o mar fluminense - ao entrar pela primeira vez no marzão gaúcho hoje à tarde serviu como mais uma prova de que, na vida, tudo é uma questão de perspectiva. Porque eu lembro direitinho da vez em que - criança, depois de apenas ter passado temporadas no litoral que começa (ou termina) depois de Torres e vai até o Uruguai - fiquei completamente abismada ao enxergar os dedos dos meus pés mesmo depois de entrar na água, numa então tranqüila (na época ainda com trema) Canasvieiras, em Floripa.

Postado por Cássia Zanon

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

E o Big Brother invade a minha vida

Não é segredo para quem me conhece que eu me nego a sequer tomar conhecimento do Big Brother. Não é nariz empinado, não. Eu até vi as duas primeiras edições com certo interesse, mas depois a coisa começou a literalmente  me dar nos nervos. A tal ponto que "ouvir" o tal BBB à distância desperta em mim o mesmo tipo de fúria que a voz do Emílio Santiago interpretando qualquer Aquarela me provoca - tenho certeza de que se eu cometer um crime ao som de uma música dele vou ser absolvida por legítima defesa.

Só que daí o Ricardo Freire, esse ser que não cessa de me surpreender, tem o desplante de criar um blog sobre essa coisa medonha, chamado No Paredão. E eu acabo viciando na leitura. Não por causa do BBB, claro, mas por causa de comentários assim:

É duro comentar Big Brother no comecinho. É como comentar um jogo que está 0 a 0, com os dois times na retranca.

É interessante ver uma novela estrear junto com o Big Brother. Fica mais fácil explicar por que eu não consigo mais ver novela :-)

Se juntarem todas as cenas da primeira eliminada de 2009, a miss pernambucana Michele, que foram editadas nos programas da noite, duvido que dê 15 minutos. A pessoa sai do BBB sem ter ficado sequer um Warhol inteiro no ar!

*

Aqui no clicRBS, a Marcinha Simões acompanha a coisa pelo Espiadinha. Pra quem gosta, é um prato cheio. :-)


Postado por Cássia Zanon

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

E se a minha falta de técnica dá certo?

Claro que tudo pode ser aprendido nessa vida. Mas, não adianta, tenho convicção de que algumas habilidades pessoais só podem ser desenvolvidas plenamente quando são feitas naturalmente. Por isso, acredito que qualquer tentativa de enquadrá-las e botá-las num manual acaba ensinando os sem-talento a executá-las de maneira artificial, claudicante. Daí porque desconfio da eficácia de técnicas como as expostas na matéria do caderno Empregos da Zero Hora deste domingo que "ensina" a formar uma rede de contatos. As dicas têm frases meio assustadoras, como:

"De nada adianta uma agenda lotada de nomes que não poderão lhe ajudar."

"Defina o que você quer da rede e atue em função disso."

"Adquira o costume de se aproximar de pessoas estranhas." (!!!)

"Todos fazem parte de seu capital social, mas se você classificá-los de acordo com seu interesse profissional – quem pode ser mais ou menos interessante – conseguirá distribuir o tempo dedicado a elas de maneira mais produtiva."

Geeeeeente! E o que é que eu faço com as boas e velhas sinceridade, lealdade, generosidade e espontaneidade, com as quais eu sempre busquei alimentar a minha rede social - que, aliás, tem rendido ao longo dos anos belas ofertas de trabalho, tanto para mim quanto para outros integrantes da minha rede? Vamos combinar que talvez seja bem mais simples seguir a boa e velha máxima cristã que obedece a lei da ação e reação: trate os outros como gostaria de ser tratado. Além, é claro, de manter sempre um olhar curioso sobre a vida e as coisas que nos interessam. Sem regras, sem manuais.


Postado por Cássia Zanon

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Notícias no teu blog

Que tal ter as notícias do clicRBS e dos veículos da RBS no teu blog? Sente só: 

clicRBS

Últimas notícias

Carregando...

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O meu já está ali à direita. Além de notícias de todo o clic, dá para personalizar e ter notícias dos jornais e do teu time do coração. Clica aqui e te diverte.


Postado por Cássia Zanon

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Uma das filhas da minha mãe

Minha mãe teve duas filhas de parto normal. Eu, em 1974, e a Carol, em 1977. Só que ela tem algumas outras filhas postiças espalhadas literalmente pelo mundo. Claro que não chega a ser um caso daquele tipo admirável de mulher abnegada que adota crianças e forma famílias imensas, com 18 filhos adotivos e dois naturais, mas é algo por aí. 

Desde que me lembro por gente, a minha casa foi o lugar em que a turma se juntava para brincar, depois para fazer bailinhos e, mais à frente, para se reunir antes de ir para as festas (quando elas ainda não se chamavam baladas). Na minha vida adulta, depois de eu ter me mudado, a casa virou porto seguro para amigas minhas e da minha irmã que por um motivo ou outro estivessem longe da família e precisavam de um colo materno de vez em quando. E ela gosta de cada uma como se fossem filhas de verdade. E olha que cabe gente no colo dessa criatura!

Só que este post não é sobre a minha mãe, mas sobre uma dessas filhas dela.

Durante alguns meses de 1996, uma colega minha do curso de jornalismo aplicado da RBS vinda de Curitiba virou presença constante nos almoços e nos momentos de encontro da família. No fim, eu tinha ganhado uma grande amiga com quem, por essas idas e vindas da vida, acabei perdendo contato. Ela tinha virado editora da Elle em São Paulo - chiquérrima -, e volta e meia eu lia matérias assinadas por ela. Acho que a última vez que nos vimos foi em 2002, quando estávamos morando na desvairada.

Há uns dias, quando passamos na frente da casa em que a Simone morava, a mãe perguntou como ela andava. Fiquei com vergonha de não saber, mas não fiz nada. Hoje, quando uma amiga (outra filha da minha mãe) perguntou se eu conhecia alguém em revistas de moda de Sampa, googlei o nome da minha velha amiga. Então descobri que ela não está mais na Elle, mas segue chiquerrérrima, e tem um blog muito, muito bacana sobre moda, que já assinei: C`est Sissi Bon. Sério, vai lá.


Postado por Cássia Zanon

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sobre o Rubens Ewald Filho

Nos comentários do post anterior, a Isabela Vieira, titular do Clube da Bolinha, e a Ana reclamaram do senhor citado ali no título. Explico por que não reclamei dele: porque felizmente a TNT estava transmitindo com canais de áudio diferentes, e eu vi no original em inglês, sem a tradução e os comentários do gênero "olha-como-eu-sei-tudo-sobre-cinema". O que, aliás, eu já tinha elogiado no Oscar de 2007.

Postado por Cássia Zanon

Meu humilde olhar sobre o Globo de Ouro

Sou fãzoca de carteirinha de premiações de Hollywood. Como já tinha dito neste post aqui, em 2007. A seguir, minhas observações sobre a edição deste ano.

- Claro que Wall-E é a melhor animação do ano. Ousaria dizer o melhor filme.
- Alguém aí acreditou no ataquezito à Sally Field da Kate Winslet? Momento canastrice da noite.
- Aliás, nunca fui muito com a cara do Colin Farrell, mas depois de ontem concluí que realmente não gosto dele.
- Pavor do ar de condescendência dos astros americanos para o campeão indiano Slumdog millionaire. Mas fiquei a finzão de ver o filme.
- Muito a fim de ver Happy Go Lucky.
- A Penelope Cruz cada vez mais parecida com a Denise Fraga, e a Angelina Jolie com mais e mais jeitão de Morticia Adams.
- Alguém sabe me dizer por que o pobre do Tony Shalhoub tava sentado numa mesa sozinho quando anunciaram os concorrentes a melhor ator de série de comédia?
- 30 Rock rules indeed.
- Por que a Anna Paquin não junta aqueles dentes da frente, por Deus?
- Falar em aparelho, o Mickey Rourke tá com dente podre ou aparelho? Fiquei com um pouco de nojinho de olhar fixamente pra descobrir.
- E a cara de maluca da Renée Zellweger? Uma coisa assim Leticia Spiller.
- O Rick Gervaise podia apresentar o Oscar, não?
- E o Borat (whatever o nome dele, que não vale nem a busca no Google) podia ficar no buraco de onde saiu, não? Nenhuma graça. Nenhuma.
- Arrasaram no visual: Kate Winslet, Drew Barrymore e Cameron Diaz.
- Visual uó: alguma dúvida de que foi o da Jennifer Lopez? O que era aquilo?
- Momento sem graça da noite: o discurso do Spielberg não podia ter menos emoção?
- Azar, adoro o Globo de Ouro. Pessoas bêbadas indo receber prêmio? Adoro! A maquiagem das atrizes vencendo ao longo da noite? Adoro! A barulheira na volta do intervalo? Adoro!
 


Postado por Cássia Zanon

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Qual a chance de ser boa?

Não sou exatamente uma noveleira, mas volta e meia trato do assunto por aqui, porque, sei lá, preciso. Hoje fui assaltada por uma dúvida cruel: que tipo de gente gosta de novela da Glória Perez? Sério, porque só pelas chamadas na TV dessa substituta de A Favorita já dá para ver o horror que se avizinha.

Depois de ter me decepcionado com o Manoel Carlos e decidido que só vejo Gilberto Braga, o João Emanuel Carneiro entrou para a lista dos que merecem uma chance. Agora, Glória Perez definitivamente não dá. Qual a chance de essa Caminho das Índias ser remotamente algo além de um grande desperdício de Tony Ramos?


Postado por Cássia Zanon