O dia se espatifa: Março 2008

sábado, 29 de março de 2008

Da série cópipêiste

De vez em quando ele se supera, e eu resolvo pedir a devida licença - a ele e a O Estado de S. Paulo - para reproduzir aqui a coluna do Sérgio Augusto. Como sempre digo, em alguma vida ainda hei de escrever assim.

Fosfato neles!

Sérgio Augusto

Miriam Leitão abriu sua coluna de sexta-feira com a seguinte observação: “O Brasil, a cada cinco anos, esquece o que se passou nos últimos cinco”. Verdade. E dessa propensão à amnésia nem a respeitada colunista de economia de O Globo escapou. Difícil acreditar que uma jornalista tão bem informada como ela ignorasse a frase original (“A cada 15 anos, os brasileiros esquecem o que aconteceu nos últimos 15 anos”) e seu autor, Ivan Lessa. De todo modo, a julgar pela correção temporal que a colunista lhe aplicou, a falta de memória dos brasileiros piorou à beça nos últimos tempos.

Não faz nem três anos que Severino Cavalcanti renunciou à presidência da Câmara e a seu mandato de deputado, acusado de corrupção, e não é que o presidente Lula já se esqueceu disso? Há dias, inaugurando obras do PAC em Recife, o presidente encheu a bola de Cavalcanti. Quinta-feira, em nova demonstração pública de que uma boa dose de fosfato só lhe faria bem, Lula recomendou ao presidente Bush, com maliciosa soberba, a adoção de um programa similar ao Proer, para salvar os bancos americanos, esquecido de que ainda não tem 15 anos que o PT deflagrou uma furiosa cruzada contra o Proer.

Esquecido de que o Senado não foi criado para fazer sinergia com a Rede Globo, o senador Mão Santa, do PMDB do Piauí, inaugurou os trabalhos da semana exaltando a participação de uma conterrânea na última edição do BBB. Não satisfeito, o folclórico senador traçou um perfil da moça, e, após informar ao plenário que ela torcia pelo Flamengo, gritou: “Meeeengo!” A falta de decoro parlamentar virou norma nas duas casas do Legislativo. Se minimamente sério, o Senado já teria providenciado um processo de cassação. Por essa e outras indecorosidades do senador.

Esquecido de que não manda mais nada há quase 16 anos, Fernando Collor de Mello revelou, na quarta-feira, que teria invadido a Bolívia durante a recente crise do gás. A insolente bravata foi arrotada durante um jantar em Brasília, organizado pelo vice-presidente de Assuntos Governamentais da Coca-Cola, Jack Corrêa, para um grupo de 30 empresários interessados em saber o que o atual senador pelo PTB de Alagoas pensa sobre economia, política externa, reformas e política em geral. E eu que achava que Collor não tinha nada contra a coca.

Esquecidos de que o futebol brasileiro não começou nem conquistou suas primeiras glórias depois que eles nasceram, jogadores da Seleção brasileira pisaram na bola antes do amistoso de quarta-feira contra a Suécia. Saber que o jogo era uma homenagem à conquista de nossa primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia, e não um evento paralelo à ravissante passagem de Carla Bruni por Londres, eles sabiam. Mas quando lhes perguntaram de que craques daquele legendário escrete se lembravam, o hipocampo da rapaziada congelou. Nem os nomes de Pelé e Garrincha ocorreram aos ingratos. Vai ver pensam que aquela estátua do Bellini, numa das entradas do Maracanã, seja o pai do Manequinho ou um monumento ao Craque Desconhecido.

“Que descaso desses jogadores com sua profissão”, lastimou Fernando Calazans, em sua coluna n%27O Globo, reiterando a indignação que ele, mais Juca Kfouri e José Trajano, haviam extravasado no programa Linha de Passe, da ESPN Brasil, na noite de segunda-feira. O zagueiro Lúcio arriscou uma esfarrapadíssima desculpa, digna do semblante paleolítico que Deus lhe deu: “Não é da minha época”. Ora, eu também não sou do tempo de Hypólito da Costa, Edmundo Bittencourt e Julio Mesquita, mas sei, com detalhes, o que eles fizeram pel

Postado por Cássia Zanon

sexta-feira, 28 de março de 2008

Maçã para bebês

Este vídeo é uma das coisas mais divertidas e impressionantes que já vi nos últimos tempos. A habilidade da menininha com o iPhone é qualquer coisa...


Postado por Cássia Zanon

quinta-feira, 27 de março de 2008

Espelhos irritantes

Não bastaram os 10 anos de terapia e os inúmeros choques de realidade provocados por várias pessoas importantes da minha vida em reação a certo tipo de atitudes e comportamentos que insisto em repetir. Foram necessários mais de 33 anos para eu finalmente me dar conta, no final do ano passado, de que o que mais me irrita nos outros sãos os defeitos deles que identifico em mim mesma.


Hoje parece óbvio. Para mim não era. A vantagem dessa percepção é saber que, apesar de não ter o poder de mudar os outros, eu posso mudar.

Postado por Cássia Zanon

quarta-feira, 26 de março de 2008

Do descompromisso culpado

Minha boa e desde sempre amiga Leticia, relações públicas de primeiríssima categoria, fez o seguinte comentário no post abaixo:

Acho q vc devia ligar no SAC da Nestlé e perguntar. E esclarecer seus queridos leitores como tal façanha é possível. E é até uma pergunta bem razoável. Às vezes eu atendo umas ligações de consumidor q não sabe a diferença entre RP e SAC e ouço coisas bem piores...

Com um misto de culpa (da jornalista que insisto em ser, apesar de não trabalhar em redação há um ano e meio) por não ter checado a informação, entrei no MSN e perguntei se Nestlé era cliente dela. A resposta: %22 se fosse meu cliente eu acho q já teria t respondido%22. Não tenho dúvidas quanto a isso.

Daí fiquei me perguntando por alguns instantes. Será que eu não devia mesmo ter ligado no SAC? Feito a parte da jornalista comprometida que sempre ouve os dois lados? Passados os instantes, resolvi preguiçosamente concluir que não, que chiste não precisa de consulta ao outro lado. 

Até porque hoje mesmo já comi outro picolé. Igualmente válido até 2010. 


Postado por Cássia Zanon

segunda-feira, 24 de março de 2008

Da série medo do mundo moderno

Levei medo hoje à tarde comendo um picolé de "leite moça". Segundo a embalagem, ele poderia ser consumido sem problemas até 2010 – confesso que não lembro o mês. O choque foi com o ano mesmo: 2010!

Diz a embalagem que daqui a dois anos aqueles ingredientes que agora estão percorrendo (corroendo?) o meu sistema digestivo ainda estarão aptos para consumo, com o mesmo formato e sabor.

Essa coisa é feita onde, meu Deus? No Pólo Petroquímico?

Postado por Cássia Zanon

sexta-feira, 21 de março de 2008

Café com endereço

O Paulo Antunes, do Teleseries, agradeceu no post abaixo o link para a página do Caffè del Barbieri no hagah, já que tinha sentido falta do endereço em matéria sobre o local em Zero Hora. Casualmente, o ZH Centro deste mês traz uma página sobre o belo café, com direito a endereço, história de como o lugar surgiu e receita do chef, o querido Marcelo, que mantém um blog.

Quarta-feira, o Márcio e eu almoçamos lá e comprovamos: vale muito a pena. Salada de bacalhau de entrada e peixe com molho de passas e banana frita como prato principal, numa prévia da Sexta Santa. Delícia!


Postado por Cássia Zanon

segunda-feira, 17 de março de 2008

Links a mancheias

O fim de semana começou na quinta ao meio-dia, quando deixei a Carol no aeroporto rumo a São Francisco, para onde eu tinha comprado, no dia anterior, com a Cris, a passagem das minhas próximas férias. À noite, uma passada para comemorar o aniversário da Mônica no Dublin, onde tentaram me cobrar Scotch 12 anos em vez da caipirinha (de cachaça) que tomei porque a garçonete aparentemente não enxerga muito bem. Depois de um intervalo de 10 horas de trabalho na sexta, cinema à noite sozinha, já que a Cacá achou por bem ficar em casa traduzindo. Sem prazo de tradução vencendo, felizmente, e com o Márcio fechando os informes especiais de sábado e domingo, fui ao GNC Moinhos ver Charlie Wilson%27s War, que ganhou o título nada memorável em português de Jogos do Poder. Jantar no Schulla%27s, dois episódios de Rockford Files, algumas páginas de O menino do pijama listrado e seis míseras horas de sono. Bubi sendo levado para o banho às 10h, dedetização às 11h, passagem pela Palmarinca e café no delicioso Caffé Del Barbiere com direito a conversa com os respectivos donos – Rui e Marcelo – antes de almoçar no indefectível Komka nas companhias idem da Thais, do Marcelo e do Juliano. Sorvete na La Basque – chocolate choc chip – e três filmes alugados na <a href=%22http://www.hagah.com.br/guialocal

Postado por Cássia Zanon

quarta-feira, 12 de março de 2008

Em excelente companhia


Se está correto o ditado %22dize-me com quem tu andas, e eu te direi quem és%22, depois da página central do Segundo Caderno de hoje, estou me sentindo o máximo. Isso porque dos quatro títulos do Woody Allen (companhia número 1) citados na matéria, dois foram traduzidos pelo Ruy Castro (companhia número 2) e um pelo Rubens Figueiredo, um dos maiores tradutores brasileiros (companhia número 3). Como o quarto livro foi traduzido por esta que vos escreve, dá licença que eu vou ficar aqui me achando um pouco, ok?

Postado por Cássia Zanon

terça-feira, 11 de março de 2008

Diálogo surreal

Toca o celular.

– Alô?

– Nara?

– Não, foi engano.

– A Nara?

– Não, minha senhora, este telefone não é da Nara.

– Com quem estou falando?

– ...

– Quem está falando?

– Olha, não é a Nara.

– É que eu preciso conferir uma documentação com ela.

– Tudo bem, mas eu nem conheço uma Nara.

– Com quem estou falando?

– Com a dona do telefone.

– Sim, e qual o seu nome?

– Olha, foi engano, ok? Boa tarde.

I-N-A-C-R-E-D-I-T-Á-V-E-L!



Postado por Cássia Zanon

segunda-feira, 10 de março de 2008

De volta à programação normal

Então que entreguei a tradução que estava atrasada e eu não consegui terminar durante as férias. E a partir de hoje retomo as atividades extra-trabalho no ritmo normal. Inclusive, espero, as atualizações deste blog.


As leituras, os filmes, os seriados, as músicas, as comidas e todas essas coisas que fazem deste blog esse mar de qualquer coisa andaram meio abandonadas, mas sempre dá para recuperar, certo?

Postado por Cássia Zanon

terça-feira, 4 de março de 2008

It`s alive

OK, o homem estava de férias junto comigo. Mas, ao contrário de mim, tirou férias também do blog. Hoje ele voltou. E falando de uma das nossas companhias dos dias de descanso: Jim Rockford.

Postado por Cássia Zanon

domingo, 2 de março de 2008

Férias domésticas (Dias 4 e 5)

O quarto dia em Gramado (sexta) foi inteiro de chuva. Assim, aproveitamos para ficar em casa, já que esperávamos um casal de amigos para o jantar. Fomos a um dos lugares que consideramos imperdíveis na cidade: o Moscerino, onde encerramos a folia gastronômica de fevereiro com uma Polenta Tiragna e um Tiramisú, ambos irrepreensíveis.


No dia seguinte, fizemos um balanço mais do que positivo dos poucos porém produtivos dias de descanso e descemos a serra com a firme convicção de que Gramado certamente seguirá sendo um destino sempre que precisarmos relaxar, passear e comer bem.

Postado por Cássia Zanon